Transtornos de aprendizagem: como reconhecer dislexia, discalculia e disgrafia
- Ana Paula Frati
- há 12 horas
- 2 min de leitura
É comum, em consultórios de neuropsicologia, receber pais que dizem a mesma frase: “Meu filho é inteligente, mas não consegue acompanhar na escola”. Muitas vezes, isso não é falta de esforço nem de inteligência — pode ser um transtorno específico de aprendizagem, uma condição neurológica que afeta a forma como o cérebro processa informações.
O que são transtornos de aprendizagem?
Transtornos de aprendizagem são condições do neurodesenvolvimento que dificultam a aquisição de habilidades específicas — leitura, escrita ou matemática — mesmo em crianças com inteligência preservada e ensino adequado. Não são causados por preguiça, falta de interesse ou método pedagógico ruim. Os três mais conhecidos são a dislexia, a discalculia e a disgrafia.
Dislexia: dificuldade na leitura e escrita
A dislexia é o transtorno mais comum. Afeta a capacidade de decodificar letras e palavras. Sinais frequentes:
Leitura lenta e com muitos erros (troca, inverte ou omite letras)
Dificuldade em entender o que acabou de ler
Escrita com erros persistentes, mesmo com a mesma palavra
Evita ler em voz alta ou em público
Discalculia: dificuldade com números
A discalculia afeta o aprendizado da matemática. A criança pode ter boa capacidade verbal, mas travar em operações numéricas. Sinais comuns:
Dificuldade para memorizar a tabuada e fatos básicos
Confusão com símbolos matemáticos (+, -, x, ÷)
Problemas para entender noções de tempo, dinheiro e medidas
Ansiedade intensa diante de provas de matemática
Disgrafia: dificuldade para escrever à mão
A disgrafia envolve dificuldade motora e de organização na escrita. A letra é irregular, a criança se cansa muito rápido ao escrever e o resultado costuma ser difícil de ler. Muitas vezes, coexiste com a dislexia ou o TDAH.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é multiprofissional e envolve neurologista ou pediatra, psicólogo, fonoaudiólogo e, principalmente, a avaliação neuropsicológica. Esse exame investiga em detalhe atenção, memória, linguagem, processamento fonológico, funções executivas e habilidades acadêmicas — separando o que é transtorno de aprendizagem, TDAH, imaturidade ou outras causas.
Por que o diagnóstico precoce faz diferença?
Quanto antes o transtorno é identificado, antes a criança recebe o tipo certo de apoio — intervenções pedagógicas adaptadas, acompanhamento fonoaudiológico, apoio psicológico e adaptações escolares. O diagnóstico também preserva a autoestima: a criança entende que não é “burra” ou “preguiçosa” — ela apenas aprende de um jeito diferente.
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Se seu filho apresenta esses sinais, não espere o problema crescer. Na Clínica Paula Frati, em Sorocaba, realizamos avaliação neuropsicológica infantil com foco em transtornos de aprendizagem. Entre em contato pelo telefone (15) 99136-0907 ou pelo e-mail clinicapaulafrati@gmail.com para agendar.



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